Transtorno do desenvolvimento

Em uma entrevista para o Globo, o Psiquiatra Fábio Barbirato destacou alguns pontos importantes sobre transtorno do desenvolvimento.

“Tão importante quanto conhecer o desenvolvimento cognitivo de seu filho para estimulá-lo na hora certa, é estar atento a reações que ele deveria demonstrar em cada idade e não o faz, o que pode indicar a existência de algum distúrbio. O psiquiatra Fábio Barbirato, da Santa Casa da Misericórdia do Rio, no entanto, destaca que há uma diferença entre atraso e transtorno do desenvolvimento. Para ele, os pais e profissionais devem prestar atenção em crianças com problemas de desenvolvimento das linguagens verbal e não verbal. Elas devem ser observadas e, se não tentam compensar suas deficiências de outras formas, não evoluem com o tempo ou também demonstram desinteresse social, podem estar manifestando algum distúrbio.

— A linguagem é a principal característica na qual os pais têm que ficar de olho, a verbal e a não verbal. Desenvolvimento e linguagem andam juntos —afirma o especialista.

Desde os quatro meses de vida, a criança já usa de ferramentas de comunicação que são importantes para indicar se seu desenvolvimento está sendo saudável. Dos quatro aos seis meses, o bebê troca olhares com a mãe durante a amamentação. Aos seis meses, ele manifesta os sorrisos sociais. Aos nove, é comum partilhar sons, tanto emitindo quanto respondendo com o olhar quando o cuidador chama por ele. Entre 1 ano e 1 ano e 4 meses, as crianças falam as primeiras palavras. Com 1 ano e 6 meses, elas fazem brincadeiras de faz de conta. Por exemplo, uma menina finge que alimenta uma boneca e um menino acredita que seu carrinho está apostando corrida com outros veículos de brinquedo.

Se essas evoluções não aparecem, os pais devem buscar a ajuda do pediatra, mas não precisam se desesperar. Há crianças que respondem a mudanças no ambiente familiar que as estimulam e progridem. Ou compensam suas dificuldades de outras formas, como por exemplo apontando para um objeto, mesmo que não consigam pronunciar o nome do que desejam. Mas, se além de não evoluírem, manifestarem indiferença social, elas podem estar dentro do espectro do autismo”.

oglobo.com

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