O que é

Segundo a Organização Mundial de Saúde, deficiência é o substantivo atribuído a toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. Refere-se, portanto, à biologia do ser humano.

A expressão “pessoa com deficiência” pode ser atribuída a pessoas portadoras de qualquer tipo(s) de deficiência. Porém, em termos legais, esta mesma expressão é aplicada de um modo mais restrito e refere-se a pessoas que se encontram sob o amparo de determinada legislação.

É designado “deficiente” todo aquele que tem um ou mais problemas de funcionamento ou falta de parte anatômica, embargando com isto dificuldades a vários níveis: de locomoção, percepção, pensamento ou relação social.

Até bem recentemente, o termo “deficiente” era vulgarmente aplicado a pessoas portadoras de deficiência(s). Porém, esta expressão embarga consigo uma forte carga negativa depreciativa da pessoa, pelo que foi, ao longo dos anos, cada vez mais rejeitada pelos especialistas da área e, em especial, pelos próprios portadores. Atualmente, a palavra é considerada como inadequada e estimuladora do preconceito a respeito do valor integral da pessoa. Deste modo, a substituí-la surge a expressão: “pessoa especial”

A pessoa especial pode ser portadora de deficiência única ou de deficiência múltipla (associação de uma ou mais deficiências). As várias deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos, sendo eles:

•Deficiência visual

•Deficiência motora

•Deficiência mental

•Deficiência auditiva

Tipologia

Tipos de Deficiência

Deficiências físicas: é o nome dado a característica dos problemas que ocorrem no cérebro ou sistema locomotor, e levam a um mau funcionamento ou paralisia dos membros inferiores e/ou superiores.A deficiência física pode ter várias etiologias, entre as principais estão os: fatores genéticos, fatores virais ou bacteriano, fatores neonatal, fatores traumáticos (especialmente os medulares).

Tipos de deficiência física.

Deficiência Visual: A cegueira é a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ou neurológicos. Várias escalas têm sido desenvolvidas para descrever a extensão da perda de visão e definir a cegueira. Cegueira total é a completa falta de percepção visual de forma e luz e é clinicamente registrado como NLP, uma abreviação para “no light perception” (sem percepção de luz).Doenças que podem causar deficiência visual: cataratas, glaucoma degeneração macular relacionada à idade, opacidade da córnea, retinopatia diabética cegueira infantil, tracoma e oncocercose.

Deficiência Auditiva: Deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a perda parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes.Doenças que podem causar a surdez de forma sequencia: s causas da surdez podem ser dividias em: pré-natais, peri-natais e pós natais.Hereditárias, Rubéola, Sífilis, Toxoplasmose, Citomegalovirus, Herpes, Intoxicações intra-uterinas, Agentes Físicos, Alterações Endócrinas, Doenças infecciosas, bacterianas (ex.: meningites, otites, inflamações agudas ou crônicas das fossas nasais e Intoxicações.

Mudez: Mudez ou Afonia é uma deficiência que indica incapacidade (total ou parcial) de produzir fala,causas de mudez as principais causas de mudez são físicas, podem estar relacionadas com a garganta, cordas vocais, língua, boca, pulmões, ou outros.A mudez é muitas vezes associada à surdez, isto porque os surdos de nascença, por nunca terem ouvido, nunca aprenderam a falar.Umapessoa pode nascer muda, ou adquirir a mudez mais tarde, como resultado se algum acidente ou devido à exposição a determinados químicos.

Paraplegia: A paraplegia, tal como a tetraplegia, é resultante de uma lesão medular. Este tipo de lesão classifica-se como completa ou incompleta, dependendo do fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão medular. A paraplegia traduz-se na perda de controle e sensibilidade dos membros inferiores, impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado. Normalmente as lesões que resultam em paraplegia situam-se ao nível da coluna dorsal ou coluna lombar sendo que quanto mais alta for a lesão maior será a área de impacto, abrangendo o controle e sensibilidade, uma vez que a medula é afetada.

Deficiência Motora: Considera-se deficiência motora qualquer défice ou anomalia que tenha como conseqüências uma dificuldade, alteração e/ou a não existência de um determinado movimento considerado normal no ser humano,pode ser causada por: autores externos (como por exemplo, traumatismos) ou por fatores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculose óssea, entre outras).

Deficiências mentais: Deficiência intelectual corresponde a expressões como insuficiência, falta, falha, carência, imperfeição associadas ao significado de deficiência (do latim deficientia) que por si só não definem nem caracterizam um conjunto de problemas que ocorrem no cérebro humano, e leva seus portadores a um baixo rendimento cognitivo, muitas vezes sem afetar outras regiões ou funções cerebrais. Em psiquiatria também são designadas descritas como oligofrenias e retardo mental.

Tipos de deficiência mental.

Síndrome de Angelman: é um distúrbio genético-neurológico nomeado em homenagem ao pediatra inglês Dr. Harry Angelman, que foi quem descreveu a síndrome pela primeira vez em 1965.Caracteriza-se por atraso no desenvolvimento intelectual, dificuldades na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e sorriso frequente.

A síndrome de Edwards ou trissomia 18: é uma síndrome genética resultante de trissomia do cromossoma 18. Ela foi descrita inicialmente pelo geneticista britânico John H. Edwards.As características principais da síndrome são: atraso mental, atraso do crescimento e, por vezes, malformação grave do coração. O crânio é excessivamente alongado na região occipital e o pavilhão das orelhas apresenta poucos sulcos. A boca é pequena e o pescoço geralmente muito curto. Há uma grande distância intermamilar e os genitais externos são anômalos. O dedo indicador é maior que os outros e flexionado sobre o dedo médio. Os pés têm as plantas arqueadas e as unhas costumam ser hipoplásticas.

Paralisia cerebral ou encefalopatia crônica não progressiva: é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais. Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É importante saber que o portador possui inteligência normal (a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória). Mas se a visão ou a audição forem prejudicadas, a pessoa poderá ter dificuldades para entender as informações como são transmitidas; se os músculos da fala forem atingidos, haverá dificuldade para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos são observados, o portador de paralisia cerebral pode ser erroneamente classificado como deficiente mental ou não-inteligente.

Síndrome de Down ou Trissomia do cromossoma 21: é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente.

Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862. A sua causa genética foi descoberta em 1958 pelo professor Jérôme Lejeune.Que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21.

Síndrome de Prader-Willi : é um distúrbio genético no qual sete genes do cromossomo 15 estão faltando ou não são expressados (deleção no braço longo do cromossomo 15) no cromossomo paterno. Foi descrita pela primeira vez em 1956 por Andrea Prader, Heinrich Willi, Alexis Labhart, Andrew Ziegler e Guido Fanconi. A incidência da síndrome é entre 1 em 12.000 e 1 em 15.000 nascimentos. A distinção do cromossomo por origem parental é devido ao imprinting, e a síndrome possui uma síndrome-irmã, a síndrome de Angelman que afeta os genes “imprintados” maternalmente na região.

O autismo : é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de “pervasive” é “abrangente” ou “global”, e não “penetrante” ou “invasivo”. Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Causas

Causas deficiências fisicas 

Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.

Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.

Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.

Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.

Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas.

Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.

Causas deficiências Visuais 

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.

Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

Causas da Deficiência Auditiva

• Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo.

• Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo.

• Otite média: processo infeccioso e/ou inflamatório da orelha média, que divide-se em: otite média secretora; otite média aguda; otite média crônica supurada e otite média crônica colesteatomatosa.

• Estenose ou atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo externo). Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose pode ser congênita ou ocorrer por trauma, agressão cirúrgica ou infecções graves.

• Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da membrana timpânica). Acúmulo de fluido entre as camadas da membrana timpânica, em geral associado a infecções das vias respiratórias superiores.

• Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer por traumas externos, variações bruscas da pressão atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda auditiva decorre de alterações da vibração da membrana timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização da perfuração.

• Obstrução da tuba auditiva

• Fissuras Palatinas

• Otosclerose

• Causas pré-natais:

• de origem hereditárias (surdez herdada monogênica, que pode ser uma surdez isolada da orelha interna por mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas.

• de origem não hereditárias (causas exógenas), que podem ser: Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose. Drogas ototóxicas e outras, alcoolismo materno

Irradiações, por exemplo Raios X. Toxemia, diabetes e outras doenças maternais graves

• Causas perinatais

• Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento

• Trauma de Parto – Fator traumático / Fator anóxico

• Doença hemolítica do recém-nascido ( ictericia grave do recém-nascido)

• Causas pós-natais

• Infecções – meningite, encefalite, parotidite epidêmica (caxumba), sarampo

• Drogas ototóxicas

• Perda auditiva induzida por ruído (PAIR)

• Traumas físicos que afetam o osso temporal

Causas da Mudez

O tipo de mudez mais freqüente, a surdo-mudez, decorre do fato do paciente não ouvir a palavra falada. A surdo-mudez pode decorrer de distúrbios genéticos ou congênitos, que afetam, em muitos casos, pacientes perfeitamente normais quanto a outros aspectos físicos e psíquicos. A mudez pode estar associada a comprometimento do sistema nervoso central, como a paralisia cerebral, em que a criança é completamente muda ou fala uma linguagem rudimentar que consistem em pouquíssimos vocábulos. A mudez também pode resultar de distúrbios psíquicos, principalmente certas psicoses, como a esquizofrenia precoce.

Causas da tetraplegia e paraplegia

As causas para tetraplegia e paraplegia variam de trauma a tumores, mielite transversa e esclerose múltipla. O trauma que pode causar tetraplegia e paraplegia geralmente é decorrente de acidente com veículos motores, e provoca lesão aguda na medula espinhal, freqüente por fragmentos de ossos de fraturas vertebrais.

Causas da deficiência motora

•           Acidentes de trânsito;

•           Acidentes de trabalho;

•           Erros médicos;

•           Problemas durante o parto;

•           Violência;

•           Desnutrição

Causas da deficiência mental

Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência mental. As mais comuns são:

Condições genéticas. Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética. Alguns exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência mental incluem a Síndrome de Down ou a fenilcetonúria;

Problemas durante a gravidez. A deficiência mental pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo, pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com problemas de desenvolvimento mental.

Problemas ao nascer. Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de desenvolvimento mental.

Problemas de saúde. Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os cuidados de saúde necessários. A mal nutrição extrema ou a exposição a venenos como o mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento mental das crianças.

Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência mental. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente um atraso mental; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não; todavia , constituem riscos demasiado graves para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez.

Causas do autismo

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Principais Tratamentos

Terapia Ocupacional

Tem como eixo fundamental a compreensão da ação humana. Durante muito tempo se pensou a pessoa com deficiência mental como alguém que dificilmente Atingiria tal grau de complexidade psíquica e independência, já que eles se desenvolvem igual a pessoas normais só que lentamente. Por conta disso os trabalhos dirigidos a esta clientela mantinham uma preocupação voltada ao treinamento de hábitos, adequação de condutas, instalação e manutenção de habilidades consideradas importantes para a vida. Acreditando na limitação, construía-se para esta pessoa um mundo que nela coubesse.Podemos pensar no trabalho da Terapia Ocupacional junto à pessoas com deficiência mental como um trabalho de construção de significados, através de ações sobre o mundo concreto, que propiciem a esta pessoa desenvolver-se em direção à independência. Não basta desenvolver a habilidade, é preciso que esta habilidade esteja encadeada em um contexto de significação que permita a pessoa com deficiência mental construir um raciocínio flexível, no sentido de fazer uso desta habilidade como instrumento de transformação e compreensão do mundo.Tratamento mais indicado para portadores de deficiencias mentais.

 

Fisioterapia

É o conjunto de conceitos, procedimentos e técnicas englobados em metodologias de trabalho que visam, através da estimulação física, reabilitar e/ou habilitar o portador de necessidades especiais, visando a melhoria de seus sintomas patológicos ou o desenvolvimento de seus potenciais intelectuais. Tradicionalmente hegemônica no atendimento a portadores de deficiências, dividindo seu espaço terapêutico com outras modalidades de intervenção: psicológicas, pedagógicas, entre outras.

A mais famosa por tratar com eficácia portadores de deficiências especiais é a hipoterapia. Trata-se de um método terapêutico e educacional, que ultiliza o cavalo de dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências ou necessidades especiais.

Realidade

No Brasil, configura-se cedia a abundância legislativa, a qual se ocupa em regular os diversos âmbitos da vida em sociedade. No entanto, o conteúdo das leis existentes é, muitas vezes, ignorado pelos próprios interessados na sua efetivação.

As barreiras comunicacionais caracterizam-se por qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa (BRASIL, 2006c). São empecilhos comuns a falta de intérpretes da língua de sinais e a ausência da escrita Braile em elevadores e sinalizações.

Quando o assunto é Educação, apenas entre 20% a 30% das crianças com deficiências estão matriculadas na escola, sendo a baixa frequência escolar delas a consequência da grave falta de transporte, da escassez de professores treinados, de equipamento, mobília, material didático e acesso à infraestrutura de ensino adequado. Além dessas barreiras visíveis, os impedimentos à educação inclusiva de qualidade também decorrem dos obstáculos impostos pelas restrições baseadas em posições ou sentimentos pessoais (“barreiras atitudinais”)

No Mercado de Trabalho, entre 80% a 90% das pessoas com deficiência na América Latina e no Caribe estão desempregadas ou não fazem parte da força de trabalho. E os que trabalham, recebem pouca ou nenhuma remuneração. Na Argentina, a taxa de desemprego estimada desse grupo se aproxima de 91%. No México, 75% da população com deficiência está desempregada.

 Em questão de Serviços de Saúde, a maioria das pessoas com deficiência não dispõe desses recursos, sem ter acesso físico a hospitais, ficando mais propensas a ser rejeitadas pelas seguradoras de saúde. O resultado disso é que não são oferecidos serviços importantes ou dispositivos para ajudá-las. Nos países em que existem dados disponíveis, menos de 20% dos incapacitados recebem benefícios de seguro.

•    85%, no mínimo, de portadores de necessidades especiais (como os deficientes mentais) são perfeitamente integráveis à sala de aula regular, com um mínimo de problemas de adaptabilidade.

•    A integração escolar estimula o desenvolvimento do portador de necessidades especiais – função inclusora e função terapêutica.

•     A integração escolar estimula a convivência com a diferença, contextualizando o tema transversal “diversidade”.

•     Novas abordagens pedagógicas estão sendo desenvolvidas para lidar com portadores de diferenças.

•     A necessidade, em termos de políticas públicas, de começar a partir de algum ponto: no caso, integrar para, em seguida, aparar as arestas do modelo de integração.

Mitos :

•    não são fáceis de lidar, em função de suas deficiências.

•    as escolas não estão preparadas – currículo e arquitetura

•    professores não estão preparados.

•    salas de aula muito numerosas.

•    pais de alunos comuns resistentes.

•    pais de portadores de deficiência que “protegem” seus filhos

Legislação

Legislação do Portador de Deficiência

Lei 10.048/ 00: Dá prioridade de atendimento às pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo

Lei 10.098/ 00: Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida

Decreto 5.296/ 04: Regulamenta as leis 10.048, de 8 de novembro de 2000,que dá prioridade de atendimento ás pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Lei 7.853/ 89: Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.

Decreto 3.298/ 99: Regulamenta a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.

Lei 8.899/ 94: Concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.

Decreto 3.691/ 2000: Regulamenta a Lei 8.899, de 29 de junho de 1994, que dispõe sobre o transporte de pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.

Lei 8.122/ 90 (Artigo 5º): Assegura às pessoas portadoras de deficiência o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.

Lei 7.752/ 89: Dispõe sobre benefícios fiscais na área do imposto sobre a renda e outros tributos, concedidos ao desporto amador – (desenvolvimento de programas desportivos para o deficiente físico).

Lei 8.160/ 91: Dispõe sobre a caracterização de símbolo que permita a identificação de pessoas portadoras de deficiência auditiva.

Constituição Federal: (Capítulo VII ) Estabelece garantias constitucionais para criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental. Acesso a logradouros, edifícios de uso público e fabricação de veículos de transporte coletivo adequado às pessoas portadoras de deficiência.

Constituição Federal: (artigo 7º) inciso XXXI – proíbe qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência;

Constituição Federal: (artigo 40) vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos servidores portadores de deficiência;

Estatudo do Torcedor – Art. 13:O torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas. Será assegurado acessibilidade ao torcedor portador de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Lei 9.249/ 91: Altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas – ( Doações dedutíveis de até 2% – destinatário da doação seja uma entidade civil sem fins lucrativos, com título de utilidade pública federal, que preste serviços gratuitos em benefício da comunidade em que atua).

Lei 10.845/ 04: Institui o Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência.

Lei 11.126/05: Dispõe sobre o direito do portador de deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.

Símbolos e Sinalizações

Símbolos de sinalizações para portadores de deficiências 

A indicação de acessibilidade das edificações, do mobiliário, dos espaços e dos equipamentos urbanos deve ser feita por meio do símbolo internacional de acesso. A representação do símbolo internacional de acessoconsiste em pictograma branco sobre fundo azul (referência Munsell 10B5/10 ou Pantone 2925 C).Este símbolo pode, opcionalmente, ser representado em branco e preto (pictograma branco sobre fundopreto ou pictograma preto sobre fundo branco), conforme figura. A figura deve estar sempre voltada para olado direito, conforme . Nenhuma modificação, estilização ou adição deve ser feita a este símbolo.

Finalidade
O símbolo internacional de acesso deve indicar a acessibilidade aos serviços e identificar espaços,Edificações, mobiliário e equipamentos urbanos onde existem elementos acessíveis ou utilizáveis porPessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Aplicação
Esta sinalização deve ser afixada em local visível ao público, sendo utilizada principalmente nos seguintes locais, quando acessíveis:
a) entradas;
b) áreas e vagas de estacionamento de veículos;
c) áreas acessíveis de embarque/desembarque;
d) sanitários;
e) áreas de assistência para resgate, áreas de refúgio, saídas de emergência;
f) áreas reservadas para pessoas em cadeira de rodas;
g) equipamentos exclusivos para o uso de pessoas portadoras de deficiência.
Os acessos que não apresentam condições de acessibilidade devem possuir informação visual indicando alocalização do acesso mais próximo que atenda às condições estabelecidas nesta Norma.
Símbolo internacional de pessoas com deficiência visual (cegueira)
Representação
A representação do símbolo internacional de pessoas com deficiência visual (cegueira) consiste em um pictograma branco sobre fundo azul (referência Munsell 10B5/10 ou Pantone 2925 C). Este símbolo pode,opcionalmente ser representado em branco e preto (pictograma branco sobre fundo preto ou pictogramapreto sobre fundo branco). A figura deve estar sempre voltada para a direita. Nenhuma modificação, estilização ou adição deve ser feita a este símbolo.
Finalidade
O símbolo internacional de pessoas com deficiência visual deve indicar a existência de equipamentos,mobiliário e serviços para pessoas com deficiência visual.
Símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva (surdez)
A representação do símbolo internacional de pessoa com deficiência auditiva (surdez) consiste empictograma branco sobre fundo azul (referência Munsell 10B 5/10 ou Pantone 2925C). Este símbolo pode,opcionalmente ser representado em branco e preto (pictograma branco sobre fundo preto ou pictogramapreto sobre fundo branco). A figura deve estar sempre representada na posição indicada na figura . Nenhuma modificação,estilização ou adição deve ser feita a este símbolo.

Estatísticas

O emprego e a deficiência no Brasil

De acordo com o IBGE, a taxa de alfabetização para as pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil é de 87,1%. Entre os portadores de deficiência esta proporção cai para 72,0%, no mínimo! O Brasil possui 17.423.580 deficientes alfabetizados. Desses, 51% são mulheres.

Vamos observar de perto como isso funciona?

 

Deficientes no Brasil

O dado mais preciso que temos circulando é do Censo populacional de 2000. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que, no Brasil, 24,5 milhões de pessoas (14,5% da população) têm algum tipo de deficiência, desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes.

 

Portadores de Necessidades Especiais nas IES

O número de alunos portadores de deficiências e necessidades especiais (como deficiência física, auditiva e visual e dislexia) nas universidades do país aumentou 179,4% entre 2000 e 2005, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2005 elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As matrículas passaram de 2.155 para 6.022 em cinco anos. Se considerados os alunos superdotados, os matriculados subiram de 2.173 para 6.328 e o aumento percentual foi de 191%.

 

 

Portadores de Necessidades Especiais no Mercado de Trabalho

Fonte: https://csgnecessidadespeciais.wordpress.com/

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