Março Roxo

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Apesar de pouco se falar sobre o assunto, entre cada cem pessoas, uma a duas tem epilepsia, segundo a Associação Brasileira de Epilepsia (Abe). A doença, que geralmente é diagnosticada na infância e na adolescência, pode surgir por vários motivos: uma lesão congênita (presente já no nascimento ou causada por diversos fatores, como abuso de álcool ou drogas ou uma forte batida na cabeça), um problema que ocorreu antes do parto, malformações do cérebro ou por causa desconhecida.
A epilepsia é um distúrbio da atividade elétrica do cérebro. O sintoma mais conhecido da doença é a crise convulsiva. Mas também podem ocorrer as chamadas ausências, em que a pessoa fica com o olhar fixo e perde contato com o meio por alguns segundos. Já nas quedas, o corpo fica totalmente amolecido, e nas crises de alerta, o indivíduo faz movimentos automaticamente, sem controle dos atos.
Falar sobre a epilepsia ainda é um tabu e é isso que o casal Priscila Krieger e Emil Chartouni, de Blumenau (SC), querem combater. Eles são pais de uma menina de cinco anos, portadora da doença, e criaram o movimento Março Roxo, que busca combater o preconceito e informar a sociedade sobre a doença. “Fomos apresentados à epilepsia quando a nossa filha, então com nove meses, foi diagnosticada com a doença. Foi um choque! Apesar de ser bem difícil, procuramos uma neuropediatra especialista na área e fomos descobrindo como conviver com o problema e buscamos combater o preconceito”, diz Priscila.
Com o apoio de diversas empresas e entidades de Blumenau, o Março Roxo conseguiu ter sua primeira edição, tendo também apoio em massa tanto da iniciativa pública quanto da privada, com uso de camisetas, laços e luzes, bem como material com informações do movimento.
A ideia surgiu quando um laboratório retirou do mercado sem qualquer aviso um medicamento que utilizado no controle da epilepsia, gerando revolta tanto em pais quanto nos médicos. A escolha da cor veio do Purple Day (esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo), sendo também instituído no dia 26 de Março pela Câmara de Vereadores de Blumenau, Santa Catarina. Vereadores de Blumenau em 26 de março do ano passado e neste ano aconteceu à primeira edição.
As atividades do movimento vão desde palestras com médicos a ações nos principais pontos da cidade, contanto também com diversos profissionais para desmistificar a doença e mostrar que ela não contagiosa. A ideia é acabar com o preconceito, já que raramente um epilético assume a condição justamente por causa do preconceito que sofre.
Caso você esteja próximo a uma pessoa em meio de uma crise epilética, algumas dicas são importantes para o seu amparar. Priscila nos dá algumas dicas de como deve ser feito o socorro: “Primeiramente é preciso ter calma para auxiliar a pessoa que esteja sofrendo uma convulsão. Deixe a pessoa acomodada no chão, para evitar queda. Coloque um travesseiro ou um casaco para que ela fique mais confortável e não se machuque. Afrouxe a roupa apertada, relógios, ou sapato. Deixe a pessoa de lado, para que ela respire mais facilmente. Não coloque nada na boca do epilético, pois pode estimular o vômito, o que só piora a situação. Se a pessoa estiver de lado, não haverá aspiração. Conte o tempo de crise. Se ela passar de três minutos, entre em contato com médicos, SAMU ou Corpo de Bombeiros e peça ajuda. Quando a crise passa, é normal que a pessoa fique um pouco desorientada, por isso não a deixe sozinha”.
Para ter mais sobre o Março Roxo? Confira a Fan Page do movimento clicando aqui! Apoie a causa!
http://www.engeclinic.com/noticias/154-marco-roxo-epilepsia-sem-preconceito

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