Jovens especiais concretizam "Noite dos Sonhos" ao debutarem acompanhadas pelos cadetes da Polícia Militar do Paraná

Fonte: PMPR

“Nunca dancei na minha vida, não sei com quem vou dançar e será uma surpresa, estou ansiosa. Espero que seja um momento emocionante, pois é um dia muito importante pra mim, estou muito feliz. É um sonho, sempre quis uma festa, mas meus pais nunca tiveram oportunidade de me dar e hoje, com 32 anos, estarei debutando.” Esta declaração foi feita por Jane de Fátima Stapassoli pouco antes de dançar uma valsa pela primeira vez na “Noite dos Sonhos” com um dos cadetes da Escola de Oficiais (EsO) da Academia Policial Militar (APMG), pertencente à Polícia Militar do Paraná.

Jane já tinha ouvido falar do trabalho comunitário e voluntário dos cadetes da APMG. “Achei a ideia da Polícia Militar muito legal, já sabia do trabalho que eles fazem e acho muito importante.” Ela foi ao baile de debutantes acompanhada pela atenciosa irmã Danielle Stapassoli, que acompanhou cada momento de Jane. “Vejo com bastante alegria esta iniciativa, por que era o que ela queria, esta festa, a presença da família. Acho interessante a participação de órgãos públicos com estes cidadãos, que são especiais na sociedade, acho que isto é um cuidado com eles”, elogiou.

Quando ficou sabendo que haveria a 6ª edição da “Noite dos Sonhos”, a colega de Jane, Lucimar Korzon, 35 anos, que utiliza cadeira de rodas, sabia que poderia ter seu maior desejo realizado. “É a primeira vez que vou dançar na minha vida, estou muito emocionada por estar aqui, é uma alegria muito grande. Sempre perguntava para a coordenadora da escola se eu podia debutar, ela disse que não era por idade, esperei por muitos anos e hoje estou aqui. Vou debutar com um dos cadetes. Espero que seja emocionante”, disse minutos antes de desfilar com um cadete pela passarela do Clube Santa Mônica e de valsar pelo salão, sorrindo como uma criança.

A emoção também tomou conta das jovens especiais da Escola Especial Primavera. Para Katia Aparecida Maoski o dia representou felicidade. “Não sei o que vai acontecer, me ligaram da escola e me convidaram para participar de um baile. Estou um pouco ansiosa. Este dia representa felicidade pra mim”, descreveu. Raila Guimarães, estava feliz porque além de dançar com o cadete, estava com seus familiares. “Também vou dançar com meu tio, estou muito feliz por estar com meus colegas”, destacou antes do grande momento, ao lado dos pais Regiane Rodrigues e Cristiano Domingues.

“Pra mim é muito importante, pois eu não teria condições de proporcionar uma festa deste porte para ela, é um sonho que não tive como colocar em prática e hoje estou realizando com minha filha. Já sabia que a Polícia Militar realizava este tipo de atividade através da escola, e que outras alunas participaram há dois anos, quis muito que minha filha participasse também. É muito importante para os alunos, pois muitos não teriam condições de fazer uma festa desta nos tempos de hoje, para eles é muito válido”, disse Regiane, mãe de Raila.

Os pais de Katia, Carolina Edith e José Maoski traduziram a dança da filha com um cadete da Polícia Militar como um momento único. “Pra mim o sonho da minha filha também é meu e ela está me dando este sonho, antes ela nunca participou de nada. Hoje está sendo concretizado esse sonho”, contou. “Eu sabia que a PM realizava este tipo de atividade, mas nunca tinha participado. Na escola, em outros anos, já tinha visto outras alunas participarem, mas eu nunca tinha ido, nem levado minha filha. Elas sempre falavam do trabalho dos cadetes, hoje estou vendo”, revelou Carolina.

No entanto, a alegria não tomou conta apenas das debutastes e familiares. Os cadetes da EsO, que conduziram as meninas pela passarela e durante a valsa dos sonhos, não puderam esconder a satisfação. “Com certeza é muito importante, porque o baile já é um evento social dos cadetes, de interação com a sociedade e fazermos um evento que une esta interação junto com uma ação social deste tamanho, com certeza, é de grande valia para a corporação toda. Esta é uma das essências do policiamento comunitário, traz uma alegria muito grande para estas meninas e uma satisfação para todos os policiais envolvidos. É simplesmente uma emoção”, define o cadete Ribeiro.


“Se pudesse descrever com uma palavra [o baile beneficente] eu diria que é gratificante”, disse o cadete Bernardo. “Para nós é um momento decisivo, pois estamos a menos de 80 dias da formatura e vai aumentando a ansiedade de ir para tropa. São três anos de batalhas, difíceis, mas que nos dão uma felicidade tão grande de encerrar com sucesso: este baile beneficente. É de bom grado que viemos aqui, não só em termos de Polícia Militar com a comunidade, mas é uma satisfação para cada um de nós contribuir um pouco para a vida destas meninas que passam por dificuldades”, acrescentou.

O BAILE – Os cadetes da APMG participam de diversos bailes sociais voltados à comunidade carente e este é o 6º ano que voluntariamente atendem a solicitação da organização da “Noite dos Sonhos”, baile de debutantes para jovens, de qualquer idade, estudantes de escolas especiais da capital. Neste ano 49 jovens tiveram seus sonhos concretizados no Clube Santa Mônica. “Esta ação foi bastante aceita pela Escola de Oficiais, é uma sensação muito boa. Normalmente nós participamos de outros eventos e, quando fomos convidados, fui em uma reunião fiquei bastante encantado pela simplicidade, pela carência e alegria destas meninas. Transmitimos isto para os cadetes e eles adoraram a ideia, abraçaram a causa com bastante empolgação”, revelou o tenente Marcelo Hortig, que coordenou a atividade pela APMG.


O oficial também lembrou que a atividade mostra um lado pouco conhecido da Polícia Militar. “A Corporação é o braço forte, mas também é a mão amiga. Quando temos que proteger nós fazemos, e quando temos que fazer atividades voltadas para o social também temos condições. Esta inserção é fundamental para a humanização dos cadetes. Temos treinamentos diários extremamente exaustivos e momentos como este trazem para o cadete um pouco da realidade que irá enfrentar no dia a dia”, garante o coordenador.

“O Baile de Debutantes Especial é o dia mais esperado pelas nossas jovens com deficiência, acontece a cada dois anos e já é uma tradição em nossa cidade. São alunas de escolas de educação especial de várias regiões de Curitiba. Contamos sempre com a especial participação dos cadetes da Academia Militar do Guatupê, que com elegância conduzem as debutantes no desfile de apresentação e as acompanham na valsa, momento tão esperado por todos. Neste ano, contamos com a participação de quarenta e sete jovens de doze escolas. Sem dúvida, é um evento inesquecível, de muitas alegrias e grandes emoções, onde as jovens mostrarão toda sua graça e felicidade”, disse a coordenadora Adriana Paula Muniz.

Participaram do baile as escolas municipais especiais Ali Bark, Helena Antipoff e Tomaz Edson. Também estiveram no evento alunos das escolas Forrest Gump, Guilherme Darin, Nabil Tacla – APR, Nilza Tartuce, Primavera, São Camilo, Vivian Marçal, do Pequeno Cotolengo, do Instituto Paranaense de Cegos.

Fonte: http://amai.org.br/noticia/1458/jovens-especiais-concretizam-quotnoite-dos-sonhosquot-ao-debutarem-acompanhadas-pelos-cadetes-da-policia-militar-do-parana

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