Educação Especial Inclusiva

Passando por uma breve história da educação inclusiva, percebemos que aos poucos as pessoas consideradas diferentes ganham a cada ano, envolvimento, legislação e espaço na sociedade.
Mas e para o professor, como é lidar com essas diferentes necessidades sem o devido espaço equipamento e conhecimento?
Começo pela frase que ouvi a vida inteira: Ensinamos mais com nossos exemplos e ações do que com palavras e sermões.
Como lidar, conviver e ensinar aqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola? Integrar pessoas que se sentem tão rejeitadas?
A proposta desse curso, e que é um desafio para os professores, é desenvolver um trabalho intencional com valores junto aos alunos de classe regular e junto aos alunos com necessidades educativas especiais : ética, cidadania, respeito, respeito à diversidade e à diferença. Percebendo a Educação como instância para se evitar práticas intolerantes e aumentar o respeito e a solidariedade.
Como atuar se carregamos concepções sociais que implicam na dificuldade de conviver com o diferente? O conflito é inerente, como lidar com ele?
Todas essas questões fazem com que nós professores nos retiremos de uma posição de conforto e busquemos conhecimento e ações para inserir trabalhar e integrar as pessoas com necessidades especiais a escola e fazer com que os demais através também de ações de cooperativismo e respeito contribuam para a construção dos conhecimento de todos, independente de sua condição.

Vídeo aula IV: Ética e saúde na escola.
Profª Lúcia Tinós.

imagesCAE934XE

Um aluno tem necessidades educativas especiais quando, comparativamente com os alunos da sua idade, apresenta dificuldades significativamente maiores para aprender ou tem algum problema de ordem física, sensorial, intelectual, emocional ou social, ou uma combinação destas problemáticas”. (Relatório WarnocK, 1978)
A partir da Conferência Mundial de Educação Especial em Salamanca (1994), o Brasil começou a assumir e adotar essa terminologia, inclusive na sua legislação.
Quando vi os questionamentos da professora aos professores no vídeo lembrei-me de todos aqueles que já passaram por minhas mãos dentro de uma sala regular com condições especiais de aprendizagem.
A primeira aluna que tive em minha classe com necessidades especiais era uma cadeirante. Ela chegou até mim nos braços de sua mãe no primeiro dia de aula, eu estava na porta de minha sala pedindo a uma funcionária da escola que me arranjasse mais uma ou duas carteiras, pois o número de alunos era maior que a quantidade de carteiras da sala. Era uma primeira série. Quando a mãe dela chegou e me falou que precisava trocá-la na hora do recreio por que fazia suas necessidades através de um buraquinho abaixo do umbigo, eu quase caí pra trás. Não por que teria que trocar a garota, mais por que era um excesso de informações despencando na minha cabeça e não havia uma parceria da escola pra me socorrer. Não havia informações sobre a garota, não havia a presença da diretora e da coordenadora no primeiro dia de aula, e minha sala estava de crianças até a “tampa”.
Com o tempo fui conquistando a confiança da menininha, que tinha dificuldade de aprendizagem e deficiência física. A mãe, uma pessoa excelente, que como eu, não contava com muita ajuda, em relação a sua filha, foi quem me ajudou, orientou e confiou os cuidados e os ensinamentos. Durante mais de uma ano eu trocava a aluna em cima de carteiras, na hora do recreio, trancava a sala, fechava as cortinas e fazia sozinha esse procedimento. A maior dificuldade com relação aos cuidados com esses alunos era a informação e a parceria de outros setores na própria escola, para auxiliar-me no cuidado com ela. Mais pra frente em outra Unidade escolar recebi um aluno surdo. Eu não tinha nem ideia de como trabalhar com ele. Enviei-o para a classe especial de D.A. Deficientes Auditivos de minha cidade, mas ele foi devolvido a mim, com a devolutiva de inclusão. Sem orientação pensei então em gesticular bem as palavras e não dar as costas a ele. Nessa época eu tinha 39 alunos frequentes no 5º ano e mais ele. Por algumas vezes vieram pessoas da Secretaria Municipal de Educação me dar umas orientações, e depois voltavam pra ver o que eu tinha feito, mas em nenhum momento me senti capacitada a trabalhar com ele. Por fim, o aluno que faltava muito, acabou se mudando pra outra cidade. Passou por mim, mas eu não me senti capaz de fazer algo para melhorar sua vida escolar. Pensando em tudo isso, relembrando as experiências que tive com a educação especial, vejo que apesar de lentamente, está em evolução todo o processo de acesso, e inclusão de alunos especiais na rede regular de ensino. E vejo que está positiva a evolução.
“O aluno não é só seu, mas da Escola, daí é fundamental trabalhar coletivamente”.

rede_saci_01[1]

Vídeo aula VII: Crianças e jovens com necessidades especiais na escola.
Profª: Kátia Amarim.

especiais1[1]

Vídeo aula VIII: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial.
Profª: Kátia Amorim

A educação inclusiva não é recente, ela é uma tentativa e uma busca de direitos educacionais iguais. Desde a Declaração de Salamanca ( ONU/UNESCO Espanha 1994) o Brasil e o mundo vem apresentando os avanços na busca da equalização de oportunidades para pessoas com deficiência.

Vídeo aula XI: Legislações, declarações e diretrizes.
Profª: Lúcia Tinós.

Todos os professores devem conhecer a legislação pois ela ressalta: “ nós só podemos buscar, se conhecermos os nossos direitos e nossos deveres. Com isso poderemos buscar tecnologias assistivas e brigar pelos direitos como professores de alunos com necessidades educativas especiais.

Vídeo aula XII: Como vem sendo organizada a educação especial no país?
Profª: Claudia Lodi.

Nesta aula a professora Claudia fala sobre um levantamento sobre as propostas de atendimento aos alunos com necessidades educativas especiais.
Escolas Especiais
Classes Especiais
Instituições especializadas
Salas regulares de ensino (sendo que os alunos devem se esforçar para acompanhar as aulas)
Política Nacional de Educação na Perspectiva de Educação Inclusiva.
A Política Nacional, delineada a partir de vários documentos nacionais e internacionais, apresenta os princípios para a inclusão:
Educação – Direito de todos estarem juntos, sem discriminação
Todos devem estudar, preferencialmente, na rede regular de ensino.
Escolas devem se organizar para o atendimento, assegurando condições necessárias para uma Educação de qualidade para todos. No vídeo abaixo o depoimento de uma coordenadora pedagógica sobre a real situação na escola em relação a organização e a condição, preparo dos profissionais da educação para trabalhar com os alunos portadores de necessidades especiais.

Vídeo aula XV: Como anda a educação especial no país?
Profª: Kátia Amorim.

imagesCA6CRXH0

Um levantamento sobre as propostas de atendimento aos alunos com necessidades educativas especiais.
Escolas Especiais
Classes Especiais (paralelamente a 1)
Instituições especializadas
Salas regulares de ensino (sendo que os alunos devem se esforçar para acompanhar as aulas)
Política Nacional de Educação na Perspectiva de Educação Inclusiva.
A Política Nacional, delineada a partir de vários documentos nacionais e internacionais, apresenta os princípios para a inclusão:
Educação – Direito de todos estarem juntos, sem discriminação
Todos devem estudar, preferencialmente, na rede regular de ensino.
Escolas devem se organizar para o atendimento, assegurando condições necessárias para uma Educação de qualidade para todos.

Vídeo aula XVI: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar.
Profª: Lúcia Tinós.

imagesCAKM3P76

A EJA é uma oportunidade para aqueles que não conseguiram concluir seus estudos no tempo adequado, porém estudos vem demonstrando que grande parte dos alunos da EJA são alunos que tiveram como acompanhante de classe o fracasso escolar, e a negação do trabalho diferenciado de acordo com sua necessidade educacional especial. temos acompanhado alunos, jovens e adultos que permanecem por anos na EJA e também não conseguem se desenvolver, pois o trabalho diferenciado ainda lhes é negado. Não por negação de professores que não querem trabalhar com esses alunos, mas sim da falta de orientação e treinamento desses professores.

Vídeo aula XIX: O todo pela parte.
Profª Ticiana Roriz

imagesCACV2SYK

A professora Ticiana Roriz cita o livrinho: Pedro e Tina – uma amizade muito especial de Stephen Michael King.
Esse Livro faz parte do PNLL, Programa Nacional do Livro e Leitura, e é enviado para as escolas públicas de todo país. Uma história que sempre procurei ler aos meus alunos, justamente para quebrar o preconceito e a não aceitação dos jeito de ser do outro.
A professora cita o estigma, que é a não aceitação, aquilo que bloqueia as pessoas de enxergarem o que o outro tem de qualidades e de positivo, colaborativo na vida em sociedade. Como disse a professora é a gente não conseguir por exemplo enxergar que uma pessoa com deficiência física é muito bonita ou muito inteligente.

Vídeo aula XX: A complexidade no estudo dos processos desenvolvimentais humanos.
Profª: Kátia Amorim.

Considerando o desenvolvimento de uma criança, temos que entendê-la em um conjunto amplo, que vai além dela e inclui sistemas biológicos, psicológicos, sociais e culturais.
O desenvolvimento é tanto biológico como cultural e a criança precisa de um mediador que vai trazer elementos da cultura, de como agir, como falar.
Essa mediação vai atravessar o desenvolvimento ao longo de todo ciclo vital, nas e por meio das interações estabelecidas entre as pessoas no contexto social e cultural.
Fala que essas práticas, nesse entrelaçamento de pessoas e significações, que têm concretude no aqui e agora, ao mesmo tempo vão estar delimitando e ampliando possibilidades.
Impulsionadora em determinadas direções e aquisições, ao mesmo tempo em que distancia ou, mesmo, impede ou interdita outras.

imagesCAMXRYAW

Vídeo aula XXIII: A educação de pessoas com necessidades especiais é de fato ineficaz?
Profª: Katia Amorim.

inclusc3a3o-x[1]

Vídeo aula XXIV: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas.
Profª: Jaqueline Crempe.

A professora nesta aula fala sobre as parcerias entre o grupo interdisciplinar na escola, o apoio e as angustias que os professores e os alunos compartilham no processo de ensino aprendizagem. É mais do que importante que a comunidade e as equipes escolares ajudem no processo de inclusão.

nee5[1][1]

Fonte: https://sjmachado.wordpress.com/educacao-especial-inclusiva/

Write a Reply or Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *